Dr Eduardo Adnet


Médico Psiquiatra e Nutrólogo

Psicofarmacologia

ESTABILIZADORES DO HUMOR - OS AGENTES ESTABILIZADORES DO HUMOR (ANTIMANÍACOS)


Em 1949, o australiano John Cade descobriu que os sais de lítio eram capazes de agir controlando a mania, reduzindo a severidade dos episódios maníacos, bem como sua frequência. Não levou muito tempo até que outros descobriram que estes agentes também reduziam a frequência e a severidade de episódios depressivos. Outros estabilizadores do humor incluem o Ácido Valpróico, a Carmamazepina, a Oxcarbazepina, a Lamotrigina e o Topiramato.

O elemento Lítio, na forma de Carbonato de Lítio, tem sido amplamente utilizado como agente antimaníaco e estabilizador do humor em casos de transtorno bipolar (psicose maníaco-depressiva) particularmente no controle dos episódios maníacos. O Lítio altera o transporte de íons de sódio em celulas nervosas e musculares e afeta o metabolismo das catecolaminas; todavia, seu mecanismo de ação como agente antimaníaco não seja ainda completamente conhecido.

Atualmente ganham cada vez mais espaço os antipsicóticos atípicos no tratamento de transtornos mentais que requeiram estabilização do humor, sobretudo os transtornos do Espectro Bipolar.

 

ANTIPSICÓTICOS - OS FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS (NEUROLÉPTICOS, ANTAGONISTAS DE RECEPTORES DOPAMINÉRGICOS)

 

Os FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS são eficazes no tratamento de vários tipos de alucinações e delírios, encontrados em doenças psiquiátricas como a esquizofrenia e a psicose de determinadas fases maníacas do transtorno bipolar. O primeiro destes agentes a ser introduzido, em 1954, para o tratamento de doenças psicóticas, foi a reserpina, formalmente introduzida naquela década como um agente antipsicótico. Paralelamente, outra droga, a clorpromazina, também vinha sendo utilizada para a mesma finalidade e passou a ser amplamente utilizada, dando início a um período que muitos chamam de a Revolução Farmacológica da Psiquiatria, permanecendo, até hoje, a clorpromazina como uma das drogas standard (padrão) em psicofarmacologia.

A clorpromazina pertence à classe das fenotiazinas, um composto químico pertencente ao grupo dos compostos alifáticos, utilizados como agentes químicos intermediários na síntese de drogas antipsicóticas. A clorpromazina, descoberta pelo químico Paul Charpentier, em 1947, havia sido desenvolvida pelos laboratórios Rhône-Poulenc, em 1950, que vendeu os direitos de patente para a Smith-Kline & French, em 1952. Este fármaco era vendido como um antiemético quando seus efeitos antipsicóticos passaram a ser notados e observados. Smith-Kline não demorou a passar a encorajar ensaios terapêuticos para testar os efeitos antipsicóticos da clorpromazina, e em 1954 a clorpromazina foi aprovada nos Estados Unidos para uso em tratamentos psiquiátricos. O número de pacientes tratados com a clorpromazina chegou a ultrapassar 100 milhões de indivíduos, até que pelo final da década de 60, a popularidade da clorpromazina começou a cair, devido aos seus efeitos extrapiramidias e à discinesia tardia. A partir da clorpromazina, diversos outros agentes antipsicóticos (neurolépticos) passaram, progressivamente, a ser introduzidos no arsenal psicofarmacoterapêutico da medicina.

CLASSIFICAÇÃO 1

ANTIPSICÓTICOS CLÁSSICOS OU TÍPICOS

Clorpromazina - Haloperidol

ANTIPSICÓTICOS ATÍPICOS

Amissulprida - Aripiprazol - Clozapina - Quetiapina - Olanzapina - Risperidona - Ziprasidona

CLASSIFICAÇÃO 2

ANTIPSICÓTICOS SEDATIVOS

Amissulprida - Clorpromazina - Levomepromazina - Sulpirida - Tioridazina - Trifluoperazina - Periciazina

ANTIPSICÓTICOS INCISIVOS

Flufenazina - Haloperidol - Penfluridol - Pimozida - Pipotiazina - Zuclopentixol

 

Dr Eduardo Adnet

Médico Psiquiatra e Nutrólogo