CUIDADO COM OS FALSOS MÉDICOS

A multiplicação de exercício ilegal da Medicina tem colocado toda a sociedade brasileira em alerta pelos riscos que representa. Diante da constatação de que parte do problema tem origem no uso de documentos falsos, os Conselhos Regionais de Medicina e o Conselho Federal de Medicina estão implantando um novo modelo de cédula de identidade do médico, mais moderna e mais segura.

Caso você possua alguma dúvida quanto à autenticidade do profissional que lhe prestou, presta ou prestará atendimento médico, acesse o site do Conselho Federal de Medicina e consulte o nome do médico onde está escrito: Busca Rápida de Médico. Veja na figura abaixo:




Casos no Paraná


O Conselho do Paraná já recebeu este ano uma série de denúncias de casos de exercício ilegal da profissão. Somente no último trimestre foram registrados dois casos de grande repercussão. O primeiro, em Ponta Grossa, envolveu Karen Izabella Rogoni Marquezi, formada em Medicina por uma escola boliviana e que, sem conseguir a convalidação do diploma, trabalhava em um hospital dos Campos Gerais com o CRM de uma dermatologista da Capital. Karen ficou um mês presa e responde a ação criminal, que apura até mesmo possíveis mortes de pacientes assistidos por Karen. O Conselho, por sua vez, abriu sindicância para apurar a responsabilidade das direções médica e clínica do Hospital que a contratou.
O segundo caso ocorreu em Engenheiro Beltrão. O policial militar acreano Erasmo dos Santos Vidal, licenciado da função desde 1996 para cursar Medicina na Ucebol, em Santa Cruz de La Sierra, sequer concluiu o curso. Estava fazendo plantões em Instituição Hospitalar daquela cidade usando o CRM de um ex-colega da escola boliviana, em situação que já tinha se repetido em unidade hospitalar de outro município da região, Munhoz de Melo. A suposta imperícia de Erasmo na realização do parto da jovem Renata de Jesus Bezerra, de 20 anos, em 5 de novembro, provocou danos irreversíveis no recém-nato Matheus, que morreria 18 dias depois na UTI neonatal de Campo Mourão.
O secretário de Saúde do município e o diretor clínico do hospital onde o falso médico fazia plantão pediram demissão logo depois da morte da criança. Em meados de dezembro, a Câmara de Vereadores local aprovou abertura de Comissão Especial de Inquérito para apurar o responsável pela contratação. Dois médicos que se formaram na Bolívia – um deles detentor do CRM usado pelo falso profissional – estão sendo investigados no inquérito e também figuram na sindicância aberta de imediato pelo CRM. O procedimento ético envolve ainda o diretor clínico e médico do hospital. Erasmo dos Santos Vidal foi indiciado no inquérito policial por homicídio culposo, falsidade ideológica e exercício ilegal da Medicina.
(Fonte: Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná)